6.14.2010

Doçaria produz doces, bolos e sobremesas sem ingredientes de origem animal

Do portal Gastronomia e Negócios

Aos adeptos do veganismo, uma novidade: a doçaria Flor do Cacau, localizada em São Paulo, preenche uma lacuna e começa a comercializar produtos sem nenhum tipo de ingrediente de origem animal ou exploração animal, humana e ambiental. Dessa forma, a proprietária e confeiteira do local, Thelma Barbosa, acredita que pode oferecer um leque de opções aos veganos, além de colaborar com o movimento de defesa de direito dos animais.
 A doçaria Flor do Cacau trabalha apenas com produtos de alta qualidade como chocolate belga de 50% e 70% de cacau, manteiga de cacau importada e açúcar orgânico. Entre as criações, petit gateau, mousse de chocolate, doce de batata com leite de coco, pavê, barrinhas de chocolates e bolos. Todos os doces são livres de colesterol, lactose e apresentam opções sem glúten.

Serviço
Flor do Cacau Doçaria Artesanal Vegana

6.01.2010

Papo de Maria

O blog Diga Maria! está sorteando um livro de receitas (exclusivo) acompanhado de uma champagne!

Para participar entre acesse: http://www.digamaria.com/


Do milho nascemos

 O Popol Vuh, livro sagrado dos Maias, ganha vida, voz e poesia nas mãos de jovens atores


Para quem gosta de pipoca ou canjica, nem imagina que uma das versões do surgimento do homem é a que ele nasceu do milho. 
Caro leitor não estranhe, mas, a versão acima é contada pelos povos Maias, popularmente conhecidos como povo da profecia de 2010, o povo maia deixou para o homem comtemporâneo o mais antigo registro de formação do mundo contada pela mitologia maia, o Popol Vuh. 
A mitologia pouco conhecida ganhou vida e forma nas mãos do dramaturgo e diretor Antõnio Rogério Toscano e teve a primeira temporada encerrada neste final de semana. O espetáculo "Popol Vuh - Primeiros cantos da escrita do Deus" dirigido por Toscano e encenado pela Formação Onze da Escola Livre de Teatro de Sto André.
O espetáculo livremente inspirado no livro sagrado do povos Maias, o Popol Vuh, conta a história do surgimento do homem pelas mãos dos deuses, primeiros habitantes das terras americanas. Com uma narrativa simples e atores talentosos o jogo de cena é repleto de poesia e sutilezas, a música e a luz funcionam como fios que compõe a trama da história humana. Tudo é desenhado no corpo e na voz que ganham gestos e dramaticidade a cada transição de cena.
O início de tudo: de onde viemos?
Logo na primeira cena, o coletivo de atores esclarecem ao público e compartilham a provocação, longe de ganhar um tom existencialista, acerca do papel sóciocultural da arte. Ao longo do espetáculo a pergunta feita no começo é respondia, o homem gerado do erro dos deuses e o homem parido do acerto ganha vida e voz. As músicas compostas pelos atores sublimam a árdua tarefa humana de venerar a arte, o sagrado e o público.
O homem que ganhou forma de pássaro, jaguar, o homem que do barro foi criado e na terra de desfez...o homem que a madeira deu forma e enrijeceu, após consultar o oráculo surge do alimento filho do sol: o milho, da planta simples e popular nasce o homem que fora gerado para venerar os deuses,aprender com o céu e a sua escuridão...ou explosão...

5.28.2010

A invasão cultural do velho século

 
Principais mudanças dos anos 60 vieram do setor cultural e político

Na década de 60 e, por conseqüência, o restante do século XX, sofreram drásticas mudanças em todos os seus setores. A começar pelo feminismo e os movimentos em prol dos negros e homossexuais nos Estados Unidos, como também em solo brasileiro houve a criação de Brasília, nova capital do País, o golpe de 64 – que trouxe com ela a ditadura militar – e a criação de um novo gênero musical, o MPB. Em poucas linhas, já se nota a presença da revolução cultural, elaborada e discutida na obra “Era dos Extremos – O Breve Século XX”, de Eric Hobsbawn.

A juventude, principal agente social independente dessas transformações, criou, segundo o texto uma "consciência própria”, que cresceu diante dos conflitos da geração do sexo e também por conta dos entraves da Guerra Fria, ocorrida entre 1947 e 1991, entre os Estados Unidos e a União Soviética (URSS). Não obstante, crises nas regras familiares tornaram-se o estopim para que a revolução acontecesse, ocasionando o “rompimento dos fios que antes ligavam os seres humanos em texturas sociais”. Com isso, a “nova cultura jovem”, denominada desta forma pelo autor, desenvolveu características próprias, até mesmo peculiares para a época. Três dessas propriedades valem ser mencionadas: nos Estados Unidos e Europa, a idade eleitoral mudou para 18 anos; a dominação dos jovens nas economias de mercado desenvolvidas; e, não menos importante, o internacionalismo de objetos como a calça jeans e de estilos, exemplificado através do rock, da banda inglesa Beatles.

No Brasil, a década de 60 colaborou para a revolução cultural, como também no comportamento juvenil. As famosas artes – teatro, música, cinema e literatura –, bem como a política e a economia, foram áreas que sofreram as maiores transformações. Houve a criação, em 1965, do Festival de Música Popular Brasileira e também do programa Jovem Guarda, que incentivou a abertura do movimento de mesmo nome, que buscava a identidade própria dos jovens, um espaço que fosse destinado somente a este grupo. A Tropicália veio nesse mesmo caminho, como também os filmes de Glauber Rocha (Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe), além da transmissão realizada em cores através da televisão, a geração Beat, desenvolvida através do livro On The Road, de John Kerouac. Neste período, a cultura brasileira aperfeiçoou-se e dinamizou a economia brasileira, seja com vestidos coloridos usados na época como também pela compra de vários outros produtos deste mercado cultural, como livros, LP’s e filmes.

Enfim, a vasta quantidade de acontecimentos tornou claro e possível os novos rumos que a sociedade tomaria nos anos seguintes, freadas e detidas temporariamente pela ditadura militar, ocorrida no período de 1964 a 1985. Com isso, muito se perdeu como, por exemplo, grandes escritores, jornalistas e simpatizantes da queda da ditadura. Mas, mesmo com isso, ainda se viu a reformulação nos conceitos e comportamentos da sociedade. Não somente do Brasil, mas também como aconteceu nos Estados Unidos. Os jovens já não viviam sob seus antigos moldes, mas ansiavam algo que lhe trouxesse alívio, vitória e justiça. Algo que afirmasse que seus novos pensamentos e idéias não eram em vão.