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6.27.2010

Especiais Copa do Mundo: Literatura direto da África do Sul


Quem está empolgado com a Copa do Mundo tem uma ótima oportunidade para conhecer mais a cultura do local que é a sede dos jogos.  
São diversas as contribuições africanas, mas nem sempre são devidamente divulgada. Raízes da formação do povo  brasileiro, temos sua influência na literatura, no cinema, na música, na culinária. O Cultura na Mesa dá apenas uma pitada de toda a mistura que é originária da África.
O primeiro destaque é para a literatura, uma verdadeira miscelânea de estilos. Um dos autores frequentemente citados pela crítica é o sul-africano John Maxwell Coetzee.  
Nascido na Cidade do Cabo, Coetzee recebeu o Nobel de Literatura em 2003 por seu livro “Disgrace”, traduzido para o português como “Desonra”. A Academia Sueca que o elegeu considera que “os romances de J.M. Coetzee são caracterizados por uma composição bem-construída, diálogos significativos e brilhantismo analítico”.
O escritor também recebeu o Booker Prize (prêmio literário de obras redigidas na língua inglesa) pelo mesmo livro ganhador do Nobel e também por "Vida e Época de Michael K".
Aliás, sobre “Desonra” o crítico literário Manuel da Costa Pinto (escritor do Guia da Folha e editor do programa Entrelinhas da TV Cultura) foi enfático em entrevista concedida a integrantes da equipe Cultura na Mesa:
“É um livro incrível. Coetzee é o maior autor vivo. E não podemos simplesmente dizer que é o maior vivo porque não temos muitos bons exemplos hoje. Não, é porque ele é bom mesmo. Comparado a Albert Camus e a Dostoiévski.”
Mas não é apenas Coetzee o destaque na África. Nadine Gordimer é outro bom exemplo. A autora sul-africana também foi Nobel de Literatura, no ano de 1991. Os sentimentos de alguém que sempre lutou contra o preconceito e o apartheid estão presentes em suas obras, como “A filha de Burger”, “A arma da casa”, alguns dos já publicados em português.
Vale a pena conferir a riqueza destes autores. Acompanhe também a reportagem que foi ao ar no Entrelinhas sobre o tema
                 

6.01.2010

Papo de Maria

O blog Diga Maria! está sorteando um livro de receitas (exclusivo) acompanhado de uma champagne!

Para participar entre acesse: http://www.digamaria.com/


5.24.2010

Delícia direto de Hiroshima


Por que Hiroshima é considerada a melhor reportagem do século XX

Nem Sangue frio ou Fama e anonimato ultrapassaram  o estouro  do cogumelo radioativo. Ao menos foi o que constatou uma enquete feita há dez anos pela revista The New Yorker. Truman ficou em 22o, Talese em 43o e Hiroshima conquistou o topo do menu com o impressionante 1o lugar.
Lançado um ano após a explosão da primeira bomba atômica em 6 de agosto de 1945, o livro de John Hersey ganhou, de cara, uma edição inteira da revista The New Yorker, tanto que hoje ela ainda é considerada a melhor reportagem do século XX publicada pela imprensa norte-americana.
O autor simplesmente conseguiu traduzir o mais mórbido dos dias em breves 153 páginas. Mas se engana quem pensa que por trás desta da historia, há simples produção. Não. Jersey fez mais do que o esperado, entregou-se de papel e caneta à apuração, ficou dezoito dias ininterruptas no Japão, anotou tudo o que viu e ocorreu. De todos com quem conversou, selecionou apenas seis e pediu para que cada um reavivasse toda a memória ainda fresca do dia do cogumelo. Com um enredo feito de tal forma que os depoimentos freqüentemente se entrelaçam em um cenário atômico digno de Apocalipse, Hiroshima foi meticulosamente confeccionado sob uma aparente ordem direta, prosa concreta ausente de enfeite e frases de impacto, sendo hábil o suficiente para não cair na tentação da pieguice ou do sensacionalismo.
Visto como leitura obrigatória para os interessados na 2o Guerra e para profissionais de Comunicação que anseiam saber como contar uma boa história com precisão, simplicidade e estilo, este livro é um delícia de rosa luminosa dentro do prato jornalístico.

4.24.2010

Saboreando filosofia

O curso da Filosofia traz diversas noções básicas e importantíssimas para a vida de cada indivíduo pensante. O seriado "O Mundo de Sofia", dirigido por Erik Gustavson e baseado na obra de Jostein Gardner, de mesmo nome, realiza essa tarefa. Os chefs do Cultura na Mesa conferiram e lançam abaixo um pequeno vídeo dessa obra com oito episódios e com duração de quatro horas.